sexta-feira, 30 de julho de 2010


O turismo no Brasil é uma atividade econômica importante em várias regiões do país. Com 5,0 milhões de visitantes estrangeiros em 2008,[1][2] o Brasil é o principal destino do mercado turístico internacional na América do Sul, e ocupa o segundo lugar na América Latina em termos de fluxo de turistas internacionais.[2]
Os gastos dos turistas estrangeiros em visita ao Brasil alcançaram 5,8 bilhões de dólares em 2008, 16,8% a mais do que em 2007[3] e o país abarcou 3,4% do fluxo turístico internacional no continente americano em 2008.[2] Em 2005, o turismo contribuiu com 3,2% das receitas nacionais advindas da exportação de bens e serviços, responsável pela criação de 7% dos empregos diretos e indiretos na economia brasileira.[4] Em 2006, estima-se que 1,87 milhão de pessoas foram empregadas no setor, com 768 mil empregos formais (41%) e 1,1 milhão de ocupações informais (59%).[5]

O turismo doméstico representa uma parcela fundamental do setor; contabilizando 51 milhões de viagens em 2005,[6] a receita direta gerada pelo turismo interno foi de 21,8 bilhões de dólares[7] – 5,6 vezes mais que as receitas originadas pelos turistas estrangeiros em 2005.
O produto turístico brasileiro caracteriza-se por oferecer tanto ao turista brasileiro quanto ao estrangeiro uma gama diversificada de opções, com destaque aos atrativos naturais, aventura e histórico-cultural. Nos últimos anos, o governo tem concentrado esforços em políticas públicas para desenvolver o turismo brasileiro, procurando baratear o deslocamento interno, desenvolvendo infra-estrutura turística e capacitando mão de obra para o setor, além de aumentar consideravelmente a divulgação do país no exterior. São notáveis a procura pela Amazônia na Região Norte, o litoral no Nordeste, o Pantanal e o Planalto Central no Centro-Oeste. O turismo histórico em Minas Gerais, as praias do Rio de Janeiro e os negócios em São Paulo dividem o interesse no Sudeste, e os pampas e o clima frio no Sul do país.



Fernando de Noronha, um dos maiores polos turísticos do país.
Na classificação do Índice de Competitividade em Viagens e Turismo (TTCI pela sigla em inglês) de 2009, que mensura os fatores preponderantes à consolidação de negócios no setor turístico de cada país, o Brasil alcançou o 45º lugar mundial, sendo o segundo colocado entre países da América Latina e o quinto no continente americano.[8] As vantagens competitivas do Brasil para desenvolver empreendimentos turísticos consolidaram-se na área de recursos humanos, e nos aspectos culturais e naturais, nos quais o país classificou-se, em 2009, no quarto lugar mundial, com maior destaque para indicadores relativos a recursos naturais e culturais, dado que, considerando-se somente seus recursos naturais, o Brasil posiciona-se no segundo lugar do ranking mundial. O relatório do TTCI também aponta que as principais deficiências do setor turístico brasileiro estão a competitividade de sus preços (91º lugar), na infra-estrutura do transporte terrestre (110º lugar), e na segurança pública (130º lugar dos 133 países avaliados)

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